sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Contos de Prach'a

Com uma dualidade inabalável de curiosidade e expectativa, é minha maior regalia convidar todos os leitores interessados a fazerem parte destes Contos de Prach’a, para se envolverem na arte de trabalhar as plantas medicinais de forma correcta e apaixonada, com as devidas pompa e circunstância, partilharem as suas experiências pessoais e acrescentarem, ao meu pouco saber, mais e mais da indispensável ciência do conhecimento. - No blogue Café de Saco

Para acederem aos Contos de Prach'a, cliquem na imagem abaixo. 




sábado, 30 de abril de 2016

Pedro Pedra da Rocha Calhau

Um conto infanto-juvenil sobre ciências geológicas, de Pedro Pinho e Suárez.
Para mais informação, clique na imagem abaixo.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Café de Saco

Caros leitores,

Com todo o entusiasmo possível, anuncio que o meu novo blogue, Café de Saco, está pronto a receber a vossa tão importante visita. Conto com todos vós para continuarem a acompanhar-me e incentivo-vos a explorarem o meu novo espaço. Muito grato pela vossa atenção!




domingo, 3 de maio de 2015

Novo Blogue!

Caros leitores,

Antes de mais, e porque ficaria muito mal se não o fizesse, quero pedir as minhas desculpas por não escrever aqui há uns três meses. Não tenho tido tempo, não tenho tido disposição e, por vezes, admito com alguma desonra, nem me lembro de aqui vir.
Tenho, no entanto, estado, sempre que posso, activo nas coisas que gosto: fui, já por duas vezes, convidado para palestrar na Casa do Professor de Vale de Cambra, ando a escrever, calmamente e sem qualquer compromisso, uma história no registo do "fantástico" e fui convidado para integrar a bolsa de professores na Universidade Sénior de Vale de Cambra, algo que me deixou deveras lisonjeado e grato para com o director dessa mesma instituição.
Fora tudo isto, julgo pertinente deixar uma explicação do título desta publicação.

Considero que muitas coisas na vida têm o seu "prazo de validade". Dito isto, e tendo agora especial incidência neste blogue, creio que o seu "tempo de antena" chegou ao fim. Sinto falta de mudança, mudança radical. O passado deve ser posto para trás das costas, retendo sempre as boas memórias que, ao longo do tempo, vamos filtrando. O presente deve ser vivido de forma frenética, pois esse espaço de tempo é algo que se encontra algures entre o passado e o futuro, uma vez que o que leram antes desta mesma palavra já é passado e as que se seguem fazem parte do futuro. É por esta razão, cujo exemplo foi meramente trivial, que considero o presente algo enigmático e, de certa maneira, assustador. Por conseguinte, passemos ao futuro...
Com as valiosas ajudas das minhas amigas Mariana Reis, dedicada companheira e exímia navegadora cibernética, e Sandra Correia, esplêndida artista cujos bom gosto e originalidade nunca me deixam de surpreender, estou a criar um novo blogue. Os temas que serão abordados não fugirão muito ao status quo deste, desde logo as ciências, as vivências e o bom repasto, porém será um espaço ainda mais confortável, mais íntimo e, penso eu, derradeiro. Por isso, convido todos os interessados a "mudarem de casa" comigo, mal ela esteja pronta. Peço, como seria escusado advertir, as vossas opiniões logo que as quiserem dar, tendo sempre em consideração a moderação e o respeito. Quero que se sintam à vontade para darem o vosso testemunho e solicito a vossa assiduidade, semelhante à da minha querida amiga Hermínia Nadais, que é um exemplo magistral, por isso deixo aqui esta humilde referência como que se de uma singela homenagem se tratasse, e sintam-se livres para partilharem com os vossos o futuro espaço que, sendo vosso também será deles.

Assim que o novo blogue for inaugurado, publicarei aqui uma mensagem referente a isso mesmo.
Muito obrigado a todos os leitores que acompanham este blogue, cuja idade já se aproxima dos cinco anos, obrigado a todos os que contribuíram para a minha inspiração ou, até mesmo, que serviram de tema de escrita, e muitíssimo obrigado ao projecto ValeDeCambra.net, que tão simpaticamente me integrou no seu facebook, promovendo os meus trabalhos e o meu blogue. Foram a única "força" da minha amada terra que viram algo nos meus projectos e trabalhos e decidiram apostar, de certa forma, em mim e naquilo que eu faço. Bem vos haja! Seria um verdadeiro prazer, caso estivessem a ler este texto, que as pessoas do ValeDeCambra.net acolhessem o meu futuro blogue, tal como acolheram este. Obrigado a todos e até breve!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mãe Terra - partilha de verdades

Depois de muito tempo sem aqui escrever, decidi partilhar esta verdade incontornável e incontestável: Mother Gaia - Mãe Terra.
Brilhante ilustração! Textos refulgentes!


Retirado de:http://9gag.com/gag/aVQGVVd?ref=fb.s

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Bimby para Bimbos

Meus caros leitores,

Como, quando aqui escrevo, nunca posso prever a extensão dos textos, não vos posso dizer com toda a certeza, mas creio que esta publicação será bastante curta.

Esta é a minha opinião: aquela maquineta chamada Bimby é para bimbos!

Refeições fáceis e rápidas? Há-las aos pontapés. E olhem que se fazem com tachos, panelas e colheres de pau! Pessoal que não gosta de cozinhar e, por isso, recorre à Lei do Menor Esforço com a ajudinha da Bimby? Bem, se não gostam da experiência culinária, não lhe hão de ganhar gosto, e tão pouco perícia, com essa moleta electrónica.

O que será, nos dias vindouros, da essência e da química gastronómicas com o avançar do facilitismo nesta tão saborosa área?
Acreditem, caros leitores, eu já comi várias refeições feitas na Miss Bimby... E faltam-lhes muita coisa, muita mesmo: sabor, carácter e rusticidade, principalmente.

Porque será que a comida da avozinha, ou da mãezinha (dependerá, com certeza da vossa geração), é tão sumptuosa? É apurada, é rica, tem personalidade... Cada garfada canta na boca!
Sabem porquê?
Porque a avozinha, principalmente, não tem Bimby nem meia Bimby. A avozinha cozinha, com todas as letras! Já tem entranhada na sua mente um medidor biológico de quantidades e paladares. Tem experiência nas mãos e sabedoria no cérebro e isso ninguém pode tirar.

Mas atenção! Eu respeito quem está munido desse aparato, mas, como se avizinha o Natal, quero deixar bem claro que esta seria uma prenda que voaria pela janela, assim que a pessoa que ma desse virasse as costas.

Ora façam lá isto na Bimby! 


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Greves, greves e mais greves!

Mas que raio é que se passou aqui?
Quem é que me deixou abandonar o meu blogue desta maneira?
Mais de um mês sem publicar nada?
Não me digam, caros leitores, que voltei à velha máxima... 

Alto! Alto e pára o baile!

Eu digo-vos o que se passou e, creio eu, bastam uns pequenos tópicos:
Testes, trabalhos, cansaço, conflitos, mais cansaço e desilusões... Muitas desilusões.
Mas, enfim, julgo que não vale a pena andar para aqui a alimentar lamurias. Afinal, o que seria de nós se não fossemos nós mesmos?!
Nós somos capazes de feitos tão medonhos, porque não de romper, por nós próprios, a película ditatorial do dia-a-dia? Às vezes gosto de sair do cinzento, do monótono, e cometer a legalidade de variar sem prestar quaisquer explicações a quem quer que seja. Até porque cada vez menos pessoas as merecem. 

E por falar em "merecer", os meus caros leitores acham que é merecido, às nove da manhã de uma quinta-feira, um trabalhador ficar sem autocarro por pura negligência do condutor? 
Passo a explicar: ia eu da Boavista para a Católica, na Foz, e, a meio do percurso, parámos, como é habitual, numa determinada paragem, a qual estava à pinha! No caos anárquico de corpos humanos, esbracejava, apenas com um membro, uma senhora completamente submersa e impedida de se movimentar, tal era o número de pessoas que aguardavam o seu transporte. Eu, assim como outros passageiros, reparámos nela e pedimos ao condutor que aguardasse uns momentos, até que a pobre aflita conseguisse perfurar a muralha humana. 
Pois o cabrão do condutor, fazendo ouvidos de mercador, arrancou com a longa viatura. 
Nós, muito indignados, por vermos a indecência do sucedido, nada dissemos. Mas, do meio do silêncio cortante e constrangedor, irrompeu uma voz cheia de raiva e de dor: "Isso que fez, senhor condutor, está muito mal feito! Aquela senhora que deixou para trás vai chegar tarde ao trabalho e isso poder-se-ia ter evitado."
"Eu já estava a arrancar!" - disse o infeliz condutor, com aquela nojenta sonoridade de hipócrita na sua voz. 
"Estava a arrancar, estava... Se fosse um amigo seu, o senhor condutor até a 100 metros da paragem parava." - e repetiu: "isso que fez, senhor condutor, está muito mal feito!"

Sem qualquer relevância que tenha para esta história, algo me disse que a senhora que ficara pendurada na paragem era conhecida da que se manifestou. 

Como não queria deitar galhos para a fogueira, apenas toquei na senhora e congratulei-a pela sua destemida atitude. 

E hoje os autocarros estão de greve, assim como já o estiveram por duas ou três vezes apenas neste ano lectivo. Digam-me, caros leitores, onde é que nós vamos chegar assim?
Só por causa da atitude do parvalhão desta história, nunca mais devia haver greve de autocarros. Aliás, não devia haver greve de merda nenhuma! Contentem-se com os feriados, que já são um bónus das férias e dos fins-de-semana! 

Imagem retirada de: rr.sapo.pt


sábado, 8 de novembro de 2014

Labirinto da Fauna - casa cheia!

Meus caros leitores,
Após ter promovido o cartaz da minha última palestra, aqui no blogue, não fui capaz de entretanto escrever mais nada, pois a preparação de conteúdos científicos e audiovisuais ocupam muito, muito tempo e requerem o máximo de amor e dedicação.

Não obstante, escrevo hoje, tendo "o Labirinto da Fauna" acontecido ontem, na Assembleia de Vale de Cambra, pelas 22h. Horário nobre! - muito grato à direcção, desde logo pelo convite.

Quando iniciada, tornou-se mais uma história-natural do que uma palestra propriamente dita.
Começando no Sul de Portugal, fui apresentando espécies faunísticas como, por exemplo, o curioso camaleão-comum (Chamaeleo chamaeleon) e a exuberante abetarda (Otis tarda). No enredo desta história, a borboleta-do-medronheiro (Charaxes jasius), o lobo-ibérico (Canis lupus signatus) e a lontra (Lutra lutra) foram uns dos protagonistas da fauna portuguesa.
Com alguns apontamentos especiais, falei também sobre espécies animais que habitam no concelho de Vale de Cambra, a minha amada terra.

No final, depois de ter mostrado a indiscutível e transcendente beleza natural dos animais de Portugal, confrontei os meus caros ouvintes com a problemática da crise ambiental e o desrespeito que o Homem demonstra pela natureza. No entanto, deixei uma mensagem de esperança, que passou por transmitir medidas para a preservação dos ecossistemas e seus elementos intrínsecos, para conhecer e respeitar a natureza, e para educar os mais novos a gostarem e compreenderem o mundo natural.
Nos meandros dos meus caros ouvintes, constavam pessoas de todas as faixas etárias, desde pequenos interessados de 10 anos (que saíram da palestra e, confiantes, diziam aos seus pais que queriam seguir, no seu futuro, ciências) até sábias presenças cuja idade já ultrapassa os 60 anos.

Quero agradecer, como já é regra, a todos os presentes e aos que, querendo ter ido, não puderam. A Assembleia de Vale de Cambra acolheu-me da melhor forma e, há que dizer com franqueza, o auditório encheu, tendo ficado as portas de uma outra sala abertas para os outros muitos interessados que vinham chegando. Bem haja a todos e até breve!







quarta-feira, 29 de outubro de 2014

LABIRINTO DA FAUNA - palestra por Pedro Suárez

A convite da Assembleia de Vale de Cambra, darei uma palestra sobre a fauna de Portugal, dia 7 de Novembro, pelas 22 horas. Labirinto da Fauna, uma história-natural, de sul a norte do nosso belo país, incluindo, naturalmente, o concelho de Vale de Cambra, onde poderão perceber que não é, de todo, preciso viajar para longe para vislumbrarem verdadeiras grandiosidades zoológicas. Espero que com este cartaz, elaborado pela amiga e artista Sandra Correia, desta feita num estilo, a meu ver, mais hodierno, vos incentive ao convite de comparecerem. Nessa noite, a Assembleia de Vale de Cambra estará de portas abertas a todos os interessados.
Muito obrigado, desde já, pela vossa atenção!



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Desafio Sobremesa - Rolo de Maçã e Bolo Mármore com Mousse de Chocolate

Meus caros leitores,
Alguns de vós possivelmente viram a advertência a este evento, no facebook do blogue. No entanto, considero mais que pertinente explicar o fim e o propósito do mesmo.

Tenho visto, em vários blogues, a jovial e interessantíssima iniciativa de serem lançados determinados desafios culinários entre autores amigos.
Com isto em conta, desafiei, para aquilo que decidi baptizar como "Desafio Sobremesa", a dona do blogue Ponto e Vírgula: bitolar de tudo um pouco. Mais que um desafio foi uma prova de perícias gastronómicas onde, a meu ver, nos saímos muito, muito bem. Nesse dia, pudemos pôr à prova receitas nossas ou adaptadas à nossa moda, de doces iguarias.

Como a própria palavra indica, isto não foi uma competição, pois muitos foram os momentos de mútua ajuda, gargalhadas e descontracção.

Ao longo da tarde tão bem passada, o registo fotográfico tentou acompanhar os progressos, não só das próprias receitas, mas da boa disposição que invadiu a minha cozinha.

A "Dona Bitolar", nos precedentes da sua pulquérrima sobremesa.

Este já não vira pinto! Eu, no começo da minha sobremesa.

A sobremesa que a "Dona Bitolar" decidiu fazer foi um sumptuoso Rolo de Maçã, onde poderão encontrar a respectiva receita clicando aqui.
Olhem só que maravilha!

  

A minha sobremesa foi o Bolo Mármore com cobertura de mousse de chocolate caseira.
É meu total gosto explicar-vos a receita:

Para o bolo:
- 2 pacotes de nata;
- 2 chávenas com açúcar;
- 1 pitada de sal grosso;
- 5 ovos;
- 2 chávenas com farinha de trigo;
- 1 colher de sobremesa com fermento em pó;
- 1 chapisco de Licor Beirão;
- 3 colheres de sopa com cacau em pó;
- 3 colheres de sopa com coco ralado.

Comecem por misturar as natas com o açúcar e a pitada de sal, mas não permitam que a mistura fique firme.
Adicionem os ovos, um a um, entre cada batida, envolvendo-os bem no preparado.
Gentilmente, envolvam a farinha e o fermento, antes de chapiscarem com o Licor Beirão.
Dividam a mistura em dois recipientes, onde, numa parte, adicionarão o cacau em pó e na outra o coco ralado.
Numa forma já untada, intercalem a gosto os preparados de cacau e coco, para criar o efeito da rocha mármore e fazer jus ao seu nome.
Levem a um forno previamente aquecido a 175ºC, durante, aproximadamente, 45 minutos.

Para a mousse de chocolate caseira:
- 4 ovos (dos quais as gemas serão separadas das claras);
- 4 colheres de sopa com açúcar;
- 100g de chocolate de culinária;
- 2 colheres de sopa com manteiga (eu uso Planta).

Com 4 gemas e o açúcar, criem, batendo vigorosamente, uma massa leve e esbranquiçada.
Em banho maria, derretam o chocolate com a manteiga e deixem arrefecer.
Batam as claras até ficarem em castelo, adicionando um pouco de açúcar em pó, o qual atribuirá suporte e estrutura às delicadas nuvens de ovo.
Em fio, vertam o chocolate para as gemas batidas, envolvendo suavemente. Seguidamente, brindem o preparado com a leveza das claras em castelo, envolvendo-as com uma vara de arames, tendo sempre preservar aquelas bolhinhas de ar.

Fácil, não é? E digo-vos, muito honestamente, é mil vezes melhor que a comprada!
Olhem só...

Verti a mousse, com muito cuidado e depois do bolo estar completamente arrefecido, para dentro da cavidade criada pela forma. Depois de transbordar, dá um efeito completamente diferente daquele que encontraremos no seu interior. 

Vamos lá tirar uma fatia!

Hum...! 

Gostaria de agradecer veementemente à "Dona Bitolar" por ter aceite o Desafio Sobremesa, pois para além de uma tarde maravilhosa cheia de galhofa, foi uma sessão de descompressão física e mental. E deu frutos! Muito apetitosos, digo eu. 

Agora, estou à espera, tal como falámos, de ser desafiado por ela para o "Desafio Prato Principal". Aquilo é que vai ser!!!